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29 de novembro de 2007

TRABALHO DE LUDICIDADE E EDUCAÇÃO


EVIDÊNCIAS DE MINHA APRENDIZAGEM

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL – UFRGS
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA/LICENCIATURA
INTERDISCIPLINA LUDICIDADE E EDUCAÇÃO – D

ALUNA – CLEIDE MARIA DA SILVA RENNER DE ÁVILA
PROFESSORA – ANELISE DE ARAUJO PRATES

Comentário sobre o texto “Sala de aula é lugar de brincar”

O texto de Tânia Ramos Fortuna inicia com uma frase de Carlos Drummond de Andrade: “Brincar com as crianças não é perder tempo, é ganhá-lo”.
Esta frase já me fez parar para pensar. Eu não brincava com meus alunos, não usava o jogo, nem o teatro e muito pouco a música. Contava histórias, às vezes, contava não, lia, muito mecanicamente. A frase de Drummond fez-me fazer uma retrospectiva de minha prática desde que este semestre iniciou. E vejo que estas disciplinas fizeram muito bem para mim e principalmente para meus alunos. Como um simples jogo de STOP deixou-os felizes e animados durante toda tarde para realizar o restante das atividades!
Como professora substituta no turno da manhã, tive a oportunidade de trabalhar com um primeiro ano por um mês e pude constatar o que Freud diz: “todas as brincadeiras são influenciadas por um desejo que as domina o tempo todo: o desejo de crescer e fazer o que as pessoas crescidas fazem” (ed.orig. 1920: 28). A brincadeira preferida destas crianças é brincar de papai, mamãe e filhinhos, onde o pai sai para trabalhar e a mãe fica em casa cuidando dos filhos. Exatamente como a vida da maioria deles. E eles fazem um verdadeiro teatro!
Na frase onde Klein diz que o brincar “transforma a angústia em prazer” (ed.orig. 19 55), lembrei de meu aluno que teve paralisia cerebral ao nascer e possui uma deficiência física que limita muito as suas atividades. Ele era muito ansioso quanto à alfabetização e meu procedimento para que começasse a entrar neste processo foi através de joguinhos com letras, cartas, números, dados, montagens e quando vimos (eu e ele), já estava reconhecendo as letras do alfabeto, juntando-as e formando palavras simples, tudo através do jogo, do lúdico.
Para que a sala de aula se transforme realmente em lugar de brincar, professores, escola, pais, devem romper paradigmas enraizados ( autoritarismo, manipulação, individualismo, desejo de controle, eu que sei, repressão, conteudismo, desatualização, acomodação...). Somente assim poderemos começar a pensar em nova escola, onde o aluno aprende com prazer.
As tecnologias e a violência levaram nossos alunos para dentro de suas casas. As brincadeiras de rua quase já não podem ser feitas. Precisamos nós, professores, proporcionar estes momentos de brincadeiras e prazer, na escola.
Após tantas leituras e reflexões neste semestre, acredito que estou começando a romper com paradigmas que antes para mim eram verdades imutáveis.
Posso dizer que já estou fazendo a minha parte para compor uma escola melhor e mais prazerosa para nossos alunos.

Cleide Maria da Silva Renner de Ávila
27.11.2007

11 de novembro de 2007

Início dos Trabalhos


Ainda não havia iniciado minhas postagens porque realmente não sabia exatamente o que era para postar.

Hoje, quando abri meus e-mails, li a explicação da tutora Fabiane e acho que entendi.

Também não sabia como fazer os marcadores e lendo as dicas mandadas pela tutora, consegui.

Aí está uma evidância de minha aprendizagem.

Apesar de todas as dificuldades que ainda tenho com a tecnologia, pude realizar o trabalho sozinha.