10 de outubro de 2010

TERCEIRO SEMESTRE


Neste semestre as interdisciplinas estavam interligadas e as atividades e leituras serviram para reflexão acerca da minha vida pessoal e profissional.
A experiência de visitar a Bienal foi muito importante para a minha compreensão sobre arte. A interdisciplina de Artes Visuais destacou o valor dos diferentes tipos de arte, salientando o entendimento de que tudo é arte, basta que tenhamos o olhar certo.
Na interdisciplina de Teatro, tive a compreensão que todos podem improvisar e atuar, porém dentro das suas limitações. Posso tentar fazer com que meu aluno atue, porém devo respeitá-lo se não quiser fazê-lo. Posso verificar por mim, pois não gosto de estar exposta em um palco, porém adoro ver atuações de pessoas que tem este dom.
A interdisciplina de Ludicidade e Educação evidenciou a importância da brincadeira na aprendizagem. Nesta interdisciplina realizamos o fórum dos sonhos e percebi que como eu muitas pessoas são cheias de sonhos. Sonhamos sempre almejando uma vida melhor. Se não tivermos sonhos, nossa vida não tem sentido.
A interdisciplina de Música foi prazerosa de trabalhar com os alunos. Para mim foi muito bom também, pois sempre gostei de trabalhar com música em minhas aulas. A partir das atividades e leituras pude refletir sobre a qualidade das músicas atuais e conversar com os alunos sobre saber escolher aquilo que queremos ouvir.
Na interdisciplina de Literatura Infantil pude compreender a importância da contação de histórias, o valor da forma de contar, com entonação, estímulo, entusiasmo. Nossa dedicação ao contar uma história, fortalece o gosto pela leitura e escrita. Boas histórias chamam a atenção e despertam o interesse dos alunos.
Posso dizer que este semestre foi um retorno à minha infância, comprovando que o lúdico é essencial para a criatividade e o desenvolvimento das crianças. Elas tem necessidade de brincar, cantar, se divertir, para que o processo de aprender seja eficaz e interessante.

5 de outubro de 2010

SEGUNDO SEMESTRE



O segundo semestre marcou pelas aprendizagens na interdisciplina de Psicologia. Lembrei vagamente que durante o Magistério havíamos estudado sobre o assunto...ahhh....se tivesse estudado mais...agora teria sido mais fácil e talvez o meu conhecimento anterior tivesse ajudado. As fases...as idades....como eleboram suas aprendizagens...como ocorre o seu crescimento. Os estudos contribuíram muito para o meu entendimento como profissional.

Também na interdisciplina Fundamentos da Alfabetização, o aprendizado foi significativo, inclusive mudando minha concepção sobre alfabetização, pois não me considero alfabetizadora e não gostava de trabalhar com primeira série, ou hoje segundo ano.

Neste ano de 2010, como professora Regente 2, trabalho com dois segundos anos e vejo que minha prática mudou, pois estou gostando muito de trabalhar com estas turmas e achando maravilhoso ver estas crianças crescendo dia-a-dia na leitura e escrita.

1 de outubro de 2010

PRIMEIRO SEMESTRE



Depois de muitos anos afastada da universidade, em 2006 deparei-me com o anúncio que a prefeitura de São Leopoldo faria uma parceria com a UFRGS para os professores sem formação. Levei alguns dias para decidir, pensando que não passaria no vestibular, mas por influência de várias pessoas, familiares, amigos, colegas, optei por tentar. Dei uma estudada em Português e mais com a cara e coragem prestei o vestibular e para minha surpresa, passei.

Em agosto fui satisfeita e curiosa para a primeira aula presencial. Muitas expectativas e angústias sobre o que viria.

Primeiro uma descoberta do desconhecido...tinha computador em casa, mas não sabia nem ligar. Foi um tal de desvendar blogs, pbwikis, rooda, enviar e-mails...sem saber nada...pedindo ajuda em casa, para as colegas, tutoras. Às vezes uma vontade de desistir.

Neste semestre entraram as interdisciplinas EPPPC e ECS.

A primeira com reflexões sobre o PPP, que na na época estávamos reformulando na escola. Os estudos fizeram com que eu tivesse uma participação maior, mais interesse e olhasse com olhar mais crítico o que estava sendo reformulado. Pude contribuir com muito mais qualidade no trabalho realizado na escola.

A segunda com construção de Blog individual e coletivo,textos que considerava difíceis de compreender, me levando a reconsiderar o que é realmente estudar e interpretar.

Neste semestre também a interdisciplina de Tecnologias me angustiou e roubou noites de sono. Fui tateando durante as atividades, sempre pedindo uma ajuda aqui outra ali. Mas sempre me superando e vencendo as barreiras. Aprendendo que só se aprende tentando.

O primeiro semestre marcou pela nova condição de estudante, pois houve a necessidade de adaptação. Trabalhando sessenta horas, precisei coordenar meus horários e muito da compreensão da família. Também foi muito importante a união com as colegas, nas trocas, auxílios e angústias divididas.

13 de junho de 2010

FIM DE ESTÁGIO...






Fim de estágio. Mais uma estapa concluída de uma reta que está chegando ao fim.
Foram muitas aprendizagens nestas nove semanas.
Vivenciei momentos únicos neste período. Realizei atividades sempre pensadas, mas nunca concluídas, provavelmente por acomodação ou por falta de incentivo. A convivência com profissionais acomodados, nos torna iguais. E quando tentamos o novo, não superamos as críticas e voltamos à mesmice.
Lá se vão quatro anos de estudos. Neste tempo, fui mudando a minha prática com leves pinceladas e via os olhares desestimuladores quando falava alguma coisa que iria realizar com os alunos. Mas não desisti, segui firme na minha proposta de mudança e atualização.
O estágio só veio confirmar algo que sempre imaginei: somos fios condutores para os alunos, mas não a tomada que os liga ao mundo.
Segundo Paulo Freire, "Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo."
Esta é uma lição que aprendi e vivenciei. Não sou eu quem ensina, aprendemos juntos.
A última semana de estágio foi maravilhosa e culminou com a visita da escritora Liliane Greuner, que nos deixou a lição de que quando sonhamos, devemos acreditar.




28 de maio de 2010

RESPOSTA PARA A POSTAGEM DE 15 DE MAIO

Patrícia, a postagem que fiz no dia 15 de maio, sobre as mudanças de minhas convicções, com certeza são frutos do meu ingresso no PEAD. Em várias situações já afirmei que venho mudando minha prática pedagógica. E agora, aplicando tudo o que aprendi no estágio, só posso confirmar que o curso foi fundamental para estas mudanças. Repito aqui o que escrevi na minha reflexão desta semana: " Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre tem um dono. Deixam de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado." (Rubem Alves)
Minha reflexão desta semana é em cima desta citação de Rubem Alves. Que escola quero para meus alunos? Pássaros presos ou livres? Acredito que antes de começar a Pedagogia na UFRGS, mantinha meus pássaros presos, ou deixava as gaiolas muito tempo fechadas. Hoje tenho a convicção que meus pássaros precisam voar. Sei que não posso ensiná-los a voar, pois isto está denro deles, porém, posso conduzí-los para o voo, deixá-los livres para fazerem suas escolhas. Quero dizer com isso, que os alunos podem ser autônomos em suas aprendizagens. Basta encorajá-los, mostrar-lhes o caminho.
Como diz Piaget: "O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir. Cria situações- problemas".

22 de maio de 2010

SOMOS TODOS APRENDIZES


LIVRO INDIVIDUAL

SACOLA DA LEITURA

Somos todos aprendizes. Não importa o tempo ou a situação. Esta semana, organizei com os alunos a SACOLA DA LEITURA. Esta sacola, será levada para casa, cada dia por um aluno, que é escolhido por sorteio. A sacola contém: o Jornal VS do dia, um livro de poesias, um livro de contos, um livro com história infantil e o livro individual do aluno, onde constam suas produções.
Na minha concepção, achei que esta sacola da leitura faria muito sucesso nas famílias, pois poderiam ler com e para seus filhos e ainda seria um momento de reunão da família. Um momento de incentivo, de vibração ao ver as produções da criança.
Entre os alunos, na sala, ela fez sucesso. Eles vibram sempre na hora do sorteio, mas para minha surpresa, nas famílias a sacola não teve o efeito que eu esperava. Sempre pergunto à criança, no dia seguinte, como foi em casa. São pouquíssimos os pais que se interessam em olhar a sacola, verificar seu conteúdo e ler com os filhos. Muitos nem olham, segundo as crianças. Vejo nelas, quando falam, um pouco de decepção.
Para mim, uma aprendizagem. Pensei que estaria fazendo uma coisa muito boa para as famílias e me enganei. Mas não desisti. A sacola continuará indo para casa todos os dias, porém, a partir da próxima semana, em todo início de manhã, lerei para os alunos uma reportagem do jornal, algo interessante, sobre nossa cidade. Assim, talvez a criança chegue em casa e mostre e leia para alguém da família, estimulando a mais leitura.
Para Vygotsky, " a interação social tem papel fundamental no desenvolvimento cognitivo e os adultos tem papel importante ao mediar o conhecimento cultural para as crianças e ajudá-las a adquiri-lo." (Usha Goswami, Revista Pátio, abril/2009). A citação só vem comprovar que nós adultos, sejam professores ou familiares precisam e devem incentivar os pequenos no seu crescimento intelectual e considero o exemplo uma das melhores formas.

15 de maio de 2010

COMPARTILHANDO COM COLEGAS

Nesta semana estava conversando com uma colega e ela reclamava do quão difícil está de trabalhar com uma determinada turma da escola. Reclamação esta que é de todos os professores que ali atuam. Ela dizia, e eu sempre vejo, que quase todos os dias, o supervisor ou a direção tem que entrar para colocar ordem na turma. São rebeldes, mal educados com os professores e não querem nada com nada.
Ouvia colega e depois falei. Perguntei a ela se já haviam tentado mudar a metodologia com a turma, pois são alunos com distorção idade/série e talvez algumas mudanças fizessem bem a eles. São alunos que não querem mais o "feijão com arroz". Disse a ela, que talvez mudar as técnicas, os recursos, levar novidades, ajudassem a melhorar a turma.
Talvez em outra época eu não tivesse dito isto a ela, mas hoje, como já afirmei antes, tenho modificado muito minhas convicções sobre ensino/aprendizagem. O estágio está sendo um grande aprendizado.
Vê-se claramente em meus alunos pequenos, que as mudanças, até agora só tem ajudado e melhorado, por que com esta turma também não poderia dar certo?
Inclusive disse a minha colega, que talvez estivessem precisando de mais atenção, carinho, uma boa conversa. Alguém que lhes diga o caminho. Talvez estejam somente um pouco perdidos.
Não sei se minha conversa com ela vai ter retorno, Muitos de nossos colegas consideram algumas metodologias, técnicas, recusrsos, inviáveis de serem aplicados, porém a prova de que isto não é verdade, estou tendo neste meu momento profissional.
Como diz Fernando Hernández, "Sabemos que se aprende melhor quando os aprendizes se sentem envolvidos no que aprendem". Será que os conteúdos que estão sendo desenvolvidos nesta tuma são interessantes para eles? Ou, a forma como eles estão sendo desenvolvidos lhes é atraente, ao ponto de quererem participar das aulas?
Se o envolvimento e o interesse não forem das duas partes- professor/aluno- não haverá aprendizagem por parte de um nem de outro.
Este fato ocorreu fora da minha sala de aula, mas foi um momento em que pude demonstrar minha vivência atual e o que aprendi durante o curso.