26 de março de 2010


Só depende de nós...
Autor: Charles Chaplin

"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem apoluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando odesperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas
amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.Tudo depende só de mim."

NOVA ETAPA


Mais um semestre...e este carregado de emoções, ansiedades e um objetivo: concluir o estágio com muito sucesso.
Os outros passaram...foram ...deixaram muitas aprendizagens. Agora é ficar inteira e forte para atingir o grande objetivo deste semestre.
Sucesso para todos nós!!!!!

28 de novembro de 2009

ESCLARECIMENTO



Mesmo sabendo que não serão consideradas para avaliação, gostaria de deixar mais algumas postagens sobre atividades que realizei com meus alunos.

MAPA CONCEITUAL




Não gosto muito de trabalhar com Projetos, porém a atividade do PA do Seminário Integrador amenizou um pouco a minha intranquilidade.


Não fiz nenhum grande projeto com meus alunos do 3º Ano, porém realizei uma pequena experiência para verificar como funcionaria a questão. A atividade transcorreu assim:


* No primeiro dia, na sala de aula, conversamos sobre poluição. O assunto já é de conhecimento dos alunos, pois eles tem aula de Meio Ambiente uma vez por semana com outra professora. Fomos para o Laboratório de Informática e os alunos pesquisaram sobre o assunto: o que é, onde a poluição está, poluição das águas e o que podemos fazer para combatê-la.


* No segundo dia, socializamos as pesquisas e fizemos um texto coletivo no quadro sobre o assunto. Depois que todos copiaram, escrevi no meio do quadro a palavra POLUIÇÂO. Fui puxando flechas, questionando os alunos e quando vi, estávamos com nosso "mapa conceitual" pronto. O melhor de tudo foi a conclusão que os alunos chegaram: a solução para a poluição é principalmente proteger a natureza.




27 de novembro de 2009

ATIVIDADE COM PESQUISA










Sobre o mesmo assunto,trabalhar com projetos, realizei a experiência com meus alunos de 4ª série, dos quais sou Regente 2 e trabalho com eles 2 horas semanais. Como projetos requerem pesquisas, não acreditava que os alunos pequenos, pudessem se organizar sozinhos, mas resolvi fazer a tentativa. O assunto foi Proclamação da República. Organizei assim a atividade:



- Organizei um polígrafo sobre o assunto, no qual havia material para pesquisa e um questionário para responder.



- No primeiro dia fiz a proposta aos alunos. Eles logo se organizaram em grupos de quatro. Cada grupo ganhou um polígrafo.



- Para minha surpresa, não houve bagunça nem gritaria. Um aluno do grupo leu o polígrafo para os demais. A fala de um não atrapalhava a leitura dos demais grupos.



- Os alunos pesquisaram e responderam as perguntas.



- Na semana seguinte, retomamos os trabalhos. Pedi que a partir das respostas, elaborassem um texto sobre o assunto. Com exceção de um grupo, todos os outros realizaram a atividade, com textos enxutos, sem cópia simplesmente das respostas, com coerência e organização. Mais uma nova experiência para mim que deu certo.







13 de outubro de 2009

NARRATIVA DE HISTÓRIA


Na disciplina de Linguagem e Educação, após a leitura do Texto 3 – Tem um monstro no meio da história (GURGEL, 2009) e a assistência do vídeo 1: Pensamento infantil – A narrativa da criança, disponível em http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/desenvolvimento-e-aprendizagem/pensamento-infantil-narrativa-crianca-489339.shtml e do áudio: narrativa de um adulto, deveríamos fazer o seguinte trabalho de campo: Peça que uma criança ou um adulto em fase inicial de escolarização conte uma história (não é necessário que seja seu aluno ou que estude na sua escola). Faça a gravação e/ou transcrição da narrativa e após, faça uma análise a partir do texto lido, do áudio e do vídeo.
Fiz o trabalho com meu vizinho, que tem 3 anos e 6 meses, pois meus alunos são de 3º ano e tem mais de sete anos.
Ele me contou a história de uma abelhinha.
Fiquei encantada com sua narrativa, a imaginação e fantasia.
Ele foi espontâneo, mudava o tom de voz e fazia gestos para tornar mais real o que estava dizendo.
Normalmente meus alunos contam histórias, mas não desta forma. Contam histórias que conhecem, de uma forma mecânica, quase decorada.
Aprendi que a narrativa nesta fase é uma brincadeira e que misturar o real com o imaginário é normal e muito importante para o desenvolvimento cognitivo e afetivo das crianças. Também que a narrativa é um trabalho de criação e com certeza o é, pois o menino mostrou um trabalho rico, onde ele utiliza palavras avançadas para sua idade, coerência, lógica e seqüência na narrativa dos fatos.
No vídeo é comentado que “ler textos de boa qualidade aprofunda a narração...”. Vê-se na narrativa de Bernardo que é uma criança que está acostumada a ouvir histórias e que é incentivado para isso.
Com tudo isso, posso concluir que a oralidade junto com o contato da leitura e da escrita tem papel importante no processo de letramento, pois nessa interação a criança vai construindo a sua fala, e a sua relação com o mundo.
Adorei o trabalho e vou começar a incentivar mais os meus alunos para a contação de histórias.

ALFABETIZAÇÃO DE ADULTOS

Já comentei que falar da EJA para mim é sempre muito bom.
Nesta interdisciplina, fizemos a leitura do texto HARA, Regina. Alfabetização de adultos: ainda um desafio. 3. ed. São Paulo: CEDI, 1992, para posterior discussão no fórum. Reproduzo aqui algumas de minhas participações, que demonstram minha aprendizagem.

Como professora da EJA por mais de nove anos, concordo com a autora quanto aos desafios enfrentados pelos professores nesta modalidade de ensino. Além da diversificação de temas a serem trabalhados, enfrentamos a falta de motivação dos alunos, seu cansaço, seus problemas familiares, o grande número de faltas e a evasão.Esses alunos, quando vem para a EJA, trazem a imagem da experiência que tiveram quando crianças, então querem \"quadro cheio\", muitos conteúdos e por isso não aceitam as diferentes formas que procuramos trabalhar.A maior dificuldade realmente é a evasão, por vários fatores e entre eles destaco o cansaço depois do trabalho, a lentidão no aprender, a conciliação de horários e sem contar que muitos não tem dinheiro para pagar a passagem até a escola.Como cita a autora, realmente a escolarização tem menor peso em relação a sua sobrevivência. Então preferem abandonar a escola, principalmente quando tem um emprego ou um sub-emprego, mas é o que lhes da suporte na alimentação, moradia e outras necessidades pessoais e familiares.`Para suprir estas necessidades, deixam sua escolarização de lado, até porque, em muitos casos, a escola os faz pensar sobre suas realidades. Essas realidades lhes impoem conflitos. Muitos buscam a recuperação ou conquista de um lugar melhor na sociedade e outros simplesmente abandonam, achando que não irão conseguir, interrompendo seus sonhos.Para ilustrar tenho a história de uma aluna que trabalhava como cozinheira e sustentava a família toda. As filhas não conseguiam emprego e o marido havia sido demitido. Ela sempre contava sobre o sonho que tinha de mudar de vida. Trabalhávamos muito sobre temas como realização de nossos sonhos, melhoria de emprego, mercado de trabalho, mudança de emprego, entre outros.Ela correu atrás, mudou de estado, batalhou e hoje é dona de restaurante, onde trabalha com toda família. Mantemos contato até hoje e o que ela sempre me diz é que foram nossas aulas que deram força para ela perseguir seu sonho e torná-lo realidade.

Quanto a formação de professores para trabalhar com alunos da EJA, mais uma vez concordo com a autora, pois quando comecei a trabalhar com adultos não tinha nenhuma experiência e foi um grande desafio. Tivemos alguns poucos cursos de formação que praticamente nada acrescentaram. A experiência vem com a prática. Erramos algumas vezes, outras acertamos e com adaptações vamos encontrando o caminho. São frustações e alegrias acumuladas que nos dão força para ir em frente.\"... a prática da sala de aula, nos momentos de leitura da palavra, não pode ser contraditória com a leitura do mundo.\" Esta frase lembrou-me um episódio que ocorreu num primeiro dia de aula, onde os alunos deveriam colocar oralmente sobre os objetivos de estarem ali. Uma das respostas foi: \"quero fazer minha carteira de motorista\". Essa resposta, de um senhor de cinquenta anos, que mal conseguia escrever seu nome e ler algumas palavras, levou-me a pensar o como trabalhar com ele. Enfim, naquele mês todos nós ficamos conhecendo muito sobre trânsito. Também imprimi algumas provas teóricas e meu aluno estudou bastante em casa. Finalmente ele conseguiu o seu objetivo: tirar sua carteira de motorista